FIA parece dar o braço a torcer

29/05/2009

É verdade, parece que o "implacável" Max Mosley, líder da FIA, está finalmente a chegar a acordo com as equipas e a ceder perante as suas exigências.

O grande "cavalo de batalha" das equipas era o orçamento máximo que as equipas poderiam usar em 2010, 45 milhões de euros (coisa pouca).

Depois de muitas ameaças, confrontos (e algumas jogadas menos maturas diga-se de passagem), a FOTA, associação que defende os interesses das equipas de Fórmula 1, conseguiu que Max Mosley aumentasse o limite orçamental para os 100 milhões de euros nesta época, passando em 2011 para 45 milhões, valor que Mosley queria implementar já em 2010.

"A sugestão é que as equipas concordem com o limite orçamental de 100 milhões de euros, reduzindo para 45 milhões em 2011, com um conjunto de regras técnicas para todos os competidores", afirma uma fonte, na sequência da reunião da FOTA, a associação que defende os interesses das equipas de Fórmula 1, e a FIA, realizada em Londres.

Max Mosley mostra-se disponível para um entendimento com as equipas, de modo a agradar a gregos e a troianos:
"Estou disposto a um compromisso, mas apenas se as pequenas e as novas equipas puderem operar com orçamentos mais baixos e não ficar mais lentas do que as outras. Estou muito optimista sobre uma solução. As grandes e as pequenas equipas têm interesses diferentes, pelo que temos de proteger todas".

O dirigente espera que a Ferrari se inscreva amanhã, dia em que termina o prazo das candidaturas à participação no Mundial de 2010, depois de a equipa de Maranello ter equacionado o abandono. Para já, a Ferrari, Red Bull, Toyota e Renault ainda não confirmaram qualquer inscrição: "A Ferrari é muito importante para a Fórmula 1, mas a Fórmula 1 também é importante para a Ferrari".

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