O director-geral da Autoeuropa, Andreas Hinrichs, anunciou na conferência de imprensa que se realizou hoje, que é necessário que a fábrica de Palmela melhore a flexibilidade como forma de se tornar mais competitiva e garantir os postos de trabalho, pois devido à actual inflexibilidade já se perdeu a produção de um modelo para uma fábrica eslovaca. Hinrichs garantiu também que a deslocalização da fábrica não foi falada na casa-mãe e que o rompimento das negociações com a Comissão de Trabalhadores é uma situação normal. Será então marcada, na próxima semana, uma nova ronda.
O responsável acredita que os trabalhadores irão encontrar uma solução conjunta, argumentando que "trabalhar aos sábados não é agradável, mas é melhor do que não ter trabalho". A comissão de trabalhadores por seu lado, não está disposta a trabalhar aos sábados com remuneração igual a um dia normal de trabalho, tendo já apresentado a sua proposta final. António Chora, coordenador da CT, assegura que a proposta equivale a «tudo aquilo que foi pedido pela Volkswagen há uns meses e que, actualmente, a Autoeuropa está a exigir mais do que a própria casa mãe».
Segundo o Director-Geral da Autoeuropa, 30% da produção do Eos é exportada para os EUA, e as vendas estão em quebra, o que faz com que o segundo semestre esteja a ser encarado com preocupação. O volume de produção esperado para este ano na fábrica de Palmela é de 80 000 unidades.
Em relação ao quarto modelo, a Autoeuropa espera pela decisão da sede até 2011 e, para já, continua a planear a próxima geração do monovolume Volkswagen Sharan.



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